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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Elefantes estão na mira de grupo guerrilheiro africano, diz relatório

Guerrilheiros africanos do grupo Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês), com atuação em países como Sudão, Congo e Uganda, estão caçando elefantes para retirar e vender o marfim, aponta um relatório produzido pela organização "Invisible Children" e divulgado pela WWF na segunda-feira (4).
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À esquerda, foto de arquivo de 2006 mostra o líder dos guerrilheiros do LRA, Joseph Kony, à direita, elefante em parque nacional africano

O marfim está sendo usado para financiar as ações da guerrilha, diz o documento. Relatos de testemunhas reunidos no relatório indicam que o próprio líder, Joseph Kony, tem dado ordens para que os elefantes sejam caçados.

Kony foi alvo de uma campanha na internet, em 2012, que denunciou suas atividades ilegais em um vídeo - o LRA e ele teriam sido responsáveis por sequestrar mais de 30 mil crianças para transformá-las em soldados. O vídeo, chamado "Kony 2012", já foi assistido mais de 96 milhões de vezes.

Segundo o relatório, guerrilheiros foram avistados no Parque Nacional de Garamba, no Congo, fugindo com dez presas de elefantes. Guardas inclusive entraram em confronto com soldados da LRA, em outra ocasião, após encontrarem três animais mortos.

Em dezembro de 2012, o Conselho de Segurança da ONU solicitou uma investigação sobre a atuação do grupo guerrilheiro na caça de elefantes como forma de obter financiamento, além da participação da LRA na venda ilegal de marfim.

"A LRA tem sido responsável por algumas das mais claras violações de direitos humanos na região central da África. Agora Kony e seus rebeldes parecem estar entrando no ramo da caça ilegal de elefantes e contrabando de marfim, para sustentar suas operações terroristas", afirmou Bas Huijbregts, dirigente da WWF na África.


Kony 2012
O vídeo de quase 30 minutos mostra a formação da ONG "Invisble Children" e sua estratégia de ação para eliminar o LRA: tornar Kony, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, famoso usando as redes sociais (veja o vídeo).


A ideia era que, com apoio de artistas, o governo americano fosse pressionado a enviar tropas para combater os guerrilheiros. Em 2011, Obama enviou 100 militares para ajudar na captura de Kony - fato apontado como uma vitória no vídeo.

Data da Publicação: 05 de fevereiro de 2013
Fonte: Globo Natureza
Foto: AP/Divulgação/Universidade da Carolina do Norte

África do Sul condena pela 1ª vez pescador de grande tubarão-branco

Uma corte sul-africana condenou um pescador por capturar e matar um grande tubarão-branco em 2011. Essa é a primeira decisão do tipo no país, informou em comunicado o Ministério de Agricultura e Pesca do país.
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Grande Tubarão-Branco considerado vulnerável pela IUCN

A província de Cabo Ocidental aplicou uma pena de 12 meses de prisão ao pescador amador Leon Bekker – com direito a suspensão temporária de execução – e multa de 120 mil rands (R$ 26,6 mil) pela morte do animal.

A mídia local publicou fotos de Bekker arrastando o tubarão para uma praia rochosa.

A decisão foi elogiada por conservacionistas, que dizem esperar que a iniciativa ajude a desencorajar outros de caçar essa espécie protegida. O grupo ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF) saudou a medida.

"Ver as autoridades tomarem uma medida clara como essa é um excelente indício do compromisso em manter o status dessa espécie protegida", afirmou a porta-voz da WWF sul-africana, Eleanor Yeld-Hutchings.

"Esperamos que essa sentença nada desprezível seja um inibidor para práticas assim na África do Sul", acrescentou.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), entidade que trabalha na proteção de espécies selvagens em risco de extinção, listou o grande tubarão-branco como espécie vulnerável.

Presente em todo o mundo, esse temido predador pode chegar a 3,5 metros de comprimento. Pescadores comerciais apreciam suas barbatanas, mandíbulas, dentes, óleo do fígado, pele e carne.

"Há evidências que sugerem que os animais continuam visados na pesca recreativa como uma espécie de troféu. E também existe um comércio de partes do corpo do tubarão-branco", afirmou Eleanor.

Segundo o Comitê do Tubarão da província sul-africana de KwaZulu-Natal, 1.200 grandes tubarões-brancos circulam pela costa do país. Em 1991, a África do Sul se tornou a primeira nação a aprovar leis para proteger esse animal. Desde então, cientistas afirmam que a população da espécie tem conseguido crescer razoavelmente.

Muitos outros países, como os Estados Unidos, também seguiram medidas para proteger os tubarões-brancos.

Data da Publicação: 05 de fevereiro de 2013
Fonte: AFP
Foto: Image Source